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quinta-feira, 25 de maio de 2017

As taxas se multiplicam também no aluguel de carros!

Depois das companhias aéreas e hotéis, agora são as locadoras de veículos (rente a cars) que estão a aumentar o número de taxas adicionais para os viajantes, ou seja, um aluguel de R$ 89,00 promocional pode facilmente chegar a R$ 150,00 com todas as taxas adicionais, sem contar que em cima de cada uma incide de 10 a 12% de sobretaxa de serviço. Tanto no mercado nacional quanto no internacional as taxas estão presentes na maioria das locadoras, apesar de haver neste momento uma inversão de tendência, como no caso da norte americana Alamo.

Lembro-me de um aluguel feito no Aeroporto Internacional de Miami em 2015, no qual a atendente ofereceu tantas "coberturas adicionais" que perguntei para que servia o seguro contratado no "tudo incluso"? Quase nada, apenas os danos materiais a parte do veículo, pois chaves, rodas, alguns equipamentos, entre outros detalhes, não são cobertos pelo seguro de colisão, o LDW. No caso da Movida, taxas para pneus e vidros podem ser incluídas no aluguel "tudo incluído". Vejamos um exemplo interessante, no caso da Movida, um carro básico pode custar a partir de R$ 79,00 reais a diária, como o seguro completo (R$ 63,00) + cobertura para os vidros e pneus (R$ 10,00) + taxas de serviço, o valor dos adicionais pode ser maior que o aluguel, neste caso os adicionais somariam R$ 80,30 centavos, totalizando R$  159,30.

(Clique na foto para ampliar)
As taxas podem variar bastante de empresa para empresa, mas no geral, a maioria das locadoras estão cobrando taxas adicionais para cobrir gastos com o locatário, terceiros (caso você atropele alguém ou ocupantes do veículo), vidros e pneus. Fique atento!

Turismo Pirata cresce assustadoramente no Pará!

O Turismo Pirata, aquele feito por pessoas não habilitadas, empresas fantasmas, guias não credenciados, agências não registradas, taxistas, entre outros, cresceu assustadoramente nos últimos anos em Belém e no Pará. Os poucos esforços feitos por associações de classe do trade, assim como os entes públicos, responsáveis pelo ordenamento da atividade, como o Ministério do Turismo, Secretaria Estadual de Turismo e Coordenadoria Municipal de Turismo - Belemtur, apesar das várias denúncias, levaram a esta situação lamentável. Diariamente, são feitos fragrantes de diversas irregularidades, como as registradas a seguir:

Taxistas oferecem em diversas esquinas serviços turísticos sem nenhuma regulamentação, totalmente a margem da Lei. Lembramos que o taxi é um tipo de concessão de transporte público e em nenhum momento inclui serviços de Turismo.

Taxista aguardando o "tour" próximo ao Mangal das Garças!

Em frente de alguns hotéis, a sinalização turísticas foi destruída.

Os espaços que deveriam ser de Turismo estão ocupados irregularmente por particulares e pontos de taxis não autorizados.

Investimento público depredado.

Algumas irregularidades recebem apoio de hotéis oficiais

O crescimento do turismo irregular traz sérias consequências para a economia paraense e, em especial para a capital, tanto para o setor público quanto privado, refletindo em questões urbanas, de profissionalização e diminuindo sensivelmente a qualidade do produto paraense. Vamos a algumas destas questões:

1. Qualificação: O grande número de profissionais irregulares atuantes traz a percepção que a qualificação não é necessária, como no caso de Guias de Turismo, impossibilitando o fechamento de novos cursos e impedindo a renovação natural do mercado. No caso do Guiamento, em Belém já houve até mortes no trânsito, pois o profissional que se dizia Guia de Turismo orientou o motorista de forma incorreta durante um passeio e causando o acidente que vitimou o turista.

2. Prisões e constrangimentos: devido a um elevado número de organizadores de viagens irregulares, muitas excursões que se direcionam a outros mercados (Turismo Emissivo) estão sendo abordadas em outros estados, constrangendo viajantes e organizadores. O problema das irregularidades do Turismo no Pará tem afetado outros mercado, como o Nordestino. A situação tem se tornado tão grave que um membro representante dos Guias de Turismo do Ceará utilizou a seguinte frase durante o último Congresso Brasileiro de Guias de Turismo realizado em Natal em maio desta ano: "Meu problema hoje se chama Pará". Com razão o representante usou a expressão, pois durante o mês de julho, por exemplo, podem ocorrer até 50 grupos ou mais de turismo no Ceará (O Pará, ao lado de São Paulo, é um dos maiores emissores de viajantes para o Ceará, segundo a Secretaria de Turismo estadual), apenas rodoviário, sendo que mais de 70% vão sem o Guia Nacional e por consequente muitos operadores irregulares ou piratas também não contratam guias locais para os passeios.

3. Qualidade do produto: excursões sem guias, ônibus sem os equipamentos em pleno funcionamento, motoristas despreparados, passeios locais sem guia, hotéis trocados em cima da hora, informações incorretas, assaltos, entre outras questões tornam a percepção do produto paraense aquém do seu real potencial. Baixa qualidade do produto compromete a experiência turística e diminui o custo benefício do produto paraense. Imaginem que um taxista cobra o mesmo que uma agência de viagem de receptivo regular para fazer um tour em Belém, enquanto pela agência há um guia de turismo explicando tudo em detalhes, acompanhando o visitante em cada atração; os taxistas apenas levam o turista até a porta das atrações; sem dúvida, nesta última opção a qualidade da experiência será bem menos satisfatória.  

4. Arrecadação de impostos: taxistas irregulares, transportadoras sem Cadastur, agências de viagens piratas, hotéis vendendo serviços sem registro, guias de turismo nacionais e locais piratas impactam economicamente na atividade, diminuindo a arrecadação de taxas e tributos, como o ISS e ICMS. Em tempos de crise e baixa nos cofres públicos, seria interessante o poder público reavaliar as políticas ligadas ao Turismo e este mar de irregularidades que enfrentamos no Pará!   

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Royal Caribbean investe em novo terminal em Miami

Enquanto na Amazônia amargamos vários anos de queda no fluxo turístico de cruzeiristas pelos rios da nossa região, sem termos nenhuma política pública voltada para o setor; em Miami (Estados Unidos) a Royal Caribbean pretende inaugurar um novo Terminal de Cruzeiros como base para suas operações para as Bahamas, Caribe Central, Cuba e México.

O novo Terminal, como o M de Miami estilizado, a Royal pretende movimentar mais de 1 milhão de passageiros anualmente na cidade, gerando empregos, renda e ocupação hoteleira adicional com os pernoite na chegada e saída dos cruzeiros.

Mais informações e vídeos: http://www.publituris.pt/2016/06/29/royal-caribbean-cruise-vai-ter-novo-terminal-miami/

Viagem aérea, mais regras e a experiência turística!

A experiência turística nas viagens deveria ser uma preocupação recorrente entre as diversas empresas e prestadores de serviço que compõem a oferta turística, especialmente, o setor de transportes, o elo entre a origem e o destino do viajante. Regras simples, procedimentos claros, fluidez nos serviços, informações corretas, funcionários atenciosos, entre outras questões, deveriam fazer parte do dia-a-dia dos viajantes; contudo nos últimos anos, principalmente, verificamos uma experiência cada vez mais insatisfatória nos deslocamentos turísticos. Recentemente, tomei nota de alguns procedimentos que aborrecem milhões de viajantes diariamente em viagens aéreas:

1. Procedimentos de segurança: cada vez mais excessivos, a necessidade de segurança nos voos tem tornado os procedimentos nos aeroportos longos e cheios de regras. Em vez de uma hora de antecedência da viagem, agora muitas empresas aéreas recomendam duas horas ou mais de antecedência; dependendo do tamanho e da distância do aeroporto, o viajante perderá até metade de um dia para vencer estas etapas (em vez de aproveitar o destino). A mais recente proibiu eletrônicos maiores que um smartphone em voos do Oriente Médio para os Estados Unidos. A mesma medida esta em estudo para ser aplicada em voos com origem na Europa;

2. Preços elevados no acesso e no terminal: chegar aos aeroportos na maioria das cidades do Brasil e do mundo tem se tornado cada vez mais caro. Em São Paulo, por exemplo, uma corrida de/para o Centro pode custar mais de R$ 110,00 reais; mesmo o transporte público, como o Airport Service, pode custar mais de R$ 45,00 reais dependendo do destino. No terminal, um simples lanche pode chegar facilmente a mais de R$ 20,00 reais (café mais pão de queijo) em aeroportos como Congonhas.

3. Regras confusas e poucas claras para franquia de bagagem: após a nova resolução da ANAC sobre a cobrança de bagagem, poucos companhias adaptaram seus sites para este novo procedimento. A quantidade de volumes, peso e diferenças entre voos nacionais e internacionais também gera confusão. Por exemplo, apesar de viagens para países da América do Sul serem consideradas internacionais, a franquia de bagagem é a mesma de voos doméstico, até o momento 23kg. Já para voos internacionais para alguns destinos da América Central e Caribe, Estados Unidos e Europa, a franquia aumenta para dois volumes de 32kg até o momento. Sem contar que nem sempre a regra é clara nos bilhetes emitidos. Recentemente, verifiquei uma passagem para o Chile, com conexão em Buenos Aires com as companhias Gol e Aerolíneas Argentinas: no trecho Belém - São Paulo, 23kg; São Paulo - Buenos Aires, 23kg; Buenos Aires - Santiago, 0 kg. A chance de ocorrer um problema com a bagagem do cliente é muita pouca, pois geralmente a bagagem é despachada direto para o destino final, contudo gera uma série de questionamentos desnecessários se a informação estivesse correta.

4. Filas e procedimentos complicados para embarque: muitos passageiros reclamam das filas para embarque mesmo quando a aeronave ainda nem pousou. Algumas empresas em aeroportos específicos apressam os passageiros que ficam aguardando em pé os procedimentos de embarque de uma aeronave que ainda nem pouco, sem contar as letras miúdas que informam poltronas e fila que você deve estar para "entrar mais rápido" na aeronave. Se não bastasse as tradicionais filhas da executiva/clientes especiais, prioridades, traseira e dianteira da aeronave; a American Airliners, por exemplo, acaba de criar nove grupos para embarque. Lembro-me de um voo recente na rota Manaus - Miami pela American, no qual o funcionário do aeroporto no momento do embarque chamava todas as categorias de cartões e aos poucos, um, dois três, quatro passageiros iam embarcando, num procedimento chato, demorado, que levou mais 35 minutos para que todos fossem chamados.
Assim com a American (mais informações em: https://www.aa.com/i18n/travel-info/boarding-process.jsp?locale=pt_br), muitas empresas aéreas tem criado regras que visam facilitar os procedimentos de embarque e segurança nos aeroportos, contudo estes novos processos tem deixado muitos viajantes insatisfeitos com as viagens aéreas.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Gramado Pass!

Mais uma iniciativa inovadora para o Turismo brasileiro, o Gramado Pass. Em outras postagens, já afirmei o quanto o turismo sulista esta na vanguarda de algumas ações do turismo no Brasil, em particular os municípios das Serras Gaúchas. Em mais uma iniciativa surpreendente do turismo local, foi criado o Gramado Pass, integrando várias atrações turísticas num único e prático cartão, com acesso a rede de transporte turístico, incentivando a maior circulação de turistas na cidade, mesclando atrações com maior e menor potencial de demanda; além da comercialização on line e por meio de operadores e agentes de viagens nacionais.

O Gramado Pass integra as principais atrações turísticas da cidade de Gramado, a maioria ao longo do circuito do ônibus turístico da cidade.

Basicamente, são oferecidos 3 combos com várias atrações incluídas, com valores a partir de R$ 199,00 reais (Combo 1).

Apesar de ser bem interessante, sabemos que o pólo turístico das Serras Gaúchas possuí outras cidades, como Canela, vizinha a Gramado. Se tu der certo, futuramente, o pass poderá integrar mais atrações das duas cidades e de outras próximas. Mais informações em: www.gramadopass.com.

sábado, 13 de maio de 2017

Viagens aéreas, prepare-se para as novas regras de bagagem

A partir das próximas semanas, as novas regras para transporte de bagagem despachada em voos domésticos e internacionais entrarão em vigor (na prática), nas principais companhias aéreas do país: Latam, Gol, Avianca e Azul. A promessa de todas as cias é que o custo das passagens diminuirá, possibilitando desconto para passageiros que viajam sem bagagem, além de tarifas diferenciadas para clientes que comprem mais serviços da cia, como direito a bagagem extra, sala vip, acúmulo maior nos programas de milhagem, entre outros. O tempo irá dizer se de fato as passagens diminuirão de custo com as novas regras propostas pela ANAC, que tornam similares as regras do mercado nacional ao que ocorre em mercados mais maduros, como os europeu e norte americano.

Na prática, muitas dificuldades ainda virão nos próximos meses até que agentes de viagem, passageiros e companhias aéreas se adaptem as novas regras e deixem claro as informações para os passageiros durante a aquisição da passagem aéreas e dos demais serviços. No momento, por exemplo, apenas o site da Latam deixa claro quantas bagagens você pode levar; nos demais a informação aparece apenas no final e nas entrelinhas das regras gerais do bilhete, um mundo de palavras que a maioria dos passageiros não lê. Nesta semana que passou, algumas companhias começaram a divulgar as mudanças, vamos as principais (*as regras estão em implementação e podem mudar a qualquer momento, consulte seu agente de viagem ou o site da companhia durante a compra, pois é a que estará válida):

Azul: já anunciou que deverá ter uma tarifa chamada Azul Light, sem direito a despacho de bagagem, com desconto de até 20%. Em seguida, virão as tarifas normais e cobrança por bagagem despacha, com custo de R$ 30,00 no site e R$ 50,00 no momento do check in no aeroporto. Ambos para volumes de até 23kg.

LATAM: ainda não iniciará a cobrança de forma imediata do primeiro volume, apenas reduzirá os volumes atuais, ou seja, em vez de dois volumes de 23kg em voos nacionais e 32 kg de voos internacionais, apenas um de 23kg para voos nacionais e América do Sul e dois volumes de 23kg para voos internacionais fora da América do Sul. Em plena alta temporada, muitos viajantes brasileiros vindos dos Estados Unidos terão que pagar pesados excessos de bagagem ou reduzir as compras. Mais adiante a empresa pretende introduzir a cobrança de bagagem a partir de R$ 50,00 para a primeira bagagem e R$ 80,00 para a segunda.
  
Nos comunicados distribuídos pela Latam, fica bem claro quantas bagagens em cada tipo de voo você poderá levar. Vamos ver como ficarão estas informações nas diversas tarifas praticadas.

Avianca: pretende manter um diferencial de serviço, não cobrando neste momento pela primeira bagagem em voos domésticos, em seguida, após observar o comportamento do mercado deverá decidir pela cobrança efetiva ou não dos R$ 50,00 pela primeira bagagem.

As taxas cobradas pela Avianca são bem elevadas, em caso de voos internacionais, pagar mais de R$ 300,00 por uma bagagem despachada parece bem excessivo.

Gol: até o momento é a que possui a comunicação mais clara sobre a os valores a serem cobrados, apesar de os canais de venda não estarem totalmente adaptados a esta transição.

Tabela de cobrança de bagagem para tarifas a partir da Light, no quadro tarifário a seguir.

A Gol, assim como a Azul, deve já começar com uma tarifa diferenciada para passageiros sem bagagem e nas demais tarifas incluir uma ou mais peças para despacho.

Outro questão que ainda não ficou clara é como ficarão os programas de milhagem. Até o momento, o Smile, da Gol, divulgou uma tabela prévia onde as categorias mais elevadas do programa não pagam pela bagagem despachada. A priori, os demais bilhetes emitidos com milhas deverão vir sem franquia de bagagem. Será que terão descontos?


No exterior, algumas companhias cobram pela bagagem despachada de acordo com a distância do voo e o aeroporto onde a cia opera, pois depende dos valores negociados com a operadora do aeroporto e as empresas de handling (serviços de terra de despacho de bagagem, check in e alimentação, por exemplo). Agora, na hora de escolher uma companhia aérea, é um outro fator que pode pesar bastante, quanto pagarei pela bagagem despachada? Os valores, até o momento, dependendo da companha, rota e tipo de aeronave pode variar bastante. Por exemplo, nos voos internacionais da Gol o cliente paga cerca de US$ 40,00 dólares por duas malas despachadas, na Avianca e Latam está incluído.

A expectativa do mercado é que tenhamos, ainda este ano, mais voos e viajantes pelos céus brasileiros.